O presidente americano, Barack Obama, e o colega cubano, Raúl Castro, se reuniram neste sábado durante “cerca de uma hora”, em um diálogo histórico durante a Cúpula das Américas, no Panamá, informou um alto funcionário americano. “(Obama e Castro) se reuniram durante cerca de uma hora. Não houve tensão” durante a conversa, na qual os dois presidentes expressaram a disposição de avançar rumo à normalização das relações entre seus países, disse a fonte, pedindo para ter sua identidade preservada. Os dois direcionaram suas respectivas equipes de negociação para resolver questões pendentes o mais rapidamente possível a fim de abrir embaixadas, que foram fechadas depois que os laços diplomáticos entre os dois países se romperam, em 1961. Quanto a outro assunto delicado, Obama disse a Raúl Castro que vai decidir nos “próximos dias” se recomendará retirar Cuba de uma lista do Departamento de Estado americano de países patrocinadores do terrorismo. Embora Cuba tenha transformado esta retirada em uma peça chave das negociações, o funcionário disse que não foi parte significativa das discussões. Eles conversaram sobre questões “práticas” que impedem a abertura das embaixadas e Obama reforçou a importância de permitir a livre circulação de diplomatas americanos em Cuba. “Fizemos avanços significativos”, resumiu o funcionário. “Nossa expectativa é que isto se conclua relativamente rápido”, prosseguiu. Raúl Castro mencionou, ainda, o desejo de ver o embargo americano à ilha suspenso. Obama tem pedido ao Congresso americano que o levante. Segundo o funcionário, “grande parte do encontro foi dedicado a quão significativo este momento é” para cubanos, americanos e o hemisfério. O presidente americano, Barack Obama, descreveu sua conversa histórica com o colega cubano, Raúl Castro, neste sábado, no Panamá, como “franca e frutífera”. Ainda segundo Obama, Raúl Castro foi “muito direto” ao expressar as diferenças persistentes entre os dois países no que diz respeito aos direitos humanos. “Conseguimos falar honestamente sobre nossas diferenças e nossas preocupações, de forma que penso que temos a possibilidade de avançar na relação entre os nossos dois países em uma direção melhor e diferente”, afirmou Obama. “Temos visões muito diferentes de como se deve organizar uma sociedade e fui muito direto com ele de que continuarei falando de temas como democracia, direitos humanos, liberdade de reunião e liberdade de imprensa”, completou. Após o encontro histórico com Castro, o presidente Obama voltou para Washington.
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